22 Sep 2006
O Carlos Romão, com o seu olhar de extraordinário talento e sentido da oportunidade, apresenta no seu blogue os Aliados "de agora" e "de antigamente".
Curiosamente, os novos Aliados até afastaram as pessoas. Não se vê viva alma!
Pobre Porto é este!
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Sem querer monopolizar aqui o espaço, venho cá mais uma vez, falar da mesma coisa. =) É certo que “a memória presente” do Carlos Romão - que teima em ser ainda a memória de muitos - é a forma ideal de desdenhar os novos Aliados. Isto porque as parelhas de fotos partiram dos pontos fortes dos velhos Aliados: o verde e a calçada. Se pegássemos nos pontos fortes dos novos Aliados e tirássemos as fotos a partir daí, talvez a coisa não parecesse uma desgraça tão grande. O problema é achar esses pontos fortes =) Mas, talvez, o lago, a amplitude dos passeios ou a ausência de confusão dos autocarros e taxis… Não sei… Mas aquelas parelhas estão claramente “viciadas”, sim?… Quanto à falta de gente, concordo que faltem por lá mais uns bancos, para além daquelas cadeirinhas que há lá para cima, mas eu também não me lembro de ver os velhos Aliados assim tão populados como pareces fazer crer. Mas, de facto, podiam-se arranar mais uns bancos, nem que sejam como aqueles (também polémicos!) blocos de cimento da Cordoaria =)
Comment by cristina — 5 Oct 2006 @ 7:47 pm
Creio que estás a entender o problema como uma questão de nostalgia do tipo (antes é que era …) Não! de todo!
A intervenção na Praça dos Aliados (esqueçamo-nos do tríptico sem sentido) foi mal conduzida politicamente e descaracterizou a imagem humana da mesma. Não é uma questão de bancos ou de falta de velhinhos. A opção de tomada só fazia sentido se fosse para “encher” o miolo de gente e dar-lhe vida e cor. Não foi o caso e dificilmente o será, pois as vias de trânsito isolam-na completamente, transformando-a numa ilha. Assim, à boa maneira imperial, mais parece uma antecâmara de um sumptuoso e magestático Palácio, o que não o caso.
O que desejo, acima de tudo, é estar enganado nas minhas fracas expectativas e verificar que não passou de uma bizarria de uns iluminados arquitectos com excelentes obras na cidade e no mundo e dum politico provinciano e bacoco!
Comment by Vítor Vieira Alves — 5 Oct 2006 @ 8:41 pm