Acabar com o cinzentíssimo
Plaza Mayor - Cárceres - Espanha
Independentemente da sua dimensão, uma das sensações de bem-estar proporcionadas pelas praças e avenidas, para além da diversidade daqueles que as calcorreiam, está no multicolor que os elementos humanos e espaciais transmitem.
O "assassínio" perpetrado pela dupla Siza/Moura, com a bênção do inqualificável … (como é o seu nome) pode ser minorado com a simples colocação de elementos floridos, estrategicamente distribuídos ao longo da Avenida, conforme atenta a imagem supra.
A cidade é dos cidadãos e Avenida do Aliados/Praça da Liberdade é a sala onde os cidadãos gostam de bem-estar!

Confesso que os “novos” Aliados não me chocam tanto como a tanta gente. Aquilo a que muitos chamarão “um grande vazio”, eu prefiro ver como uma maior amplitude. Atravesso os Aliados todas os dias, e não é desagradável de todo - há que ter uma visão positiva, se se quer começar bem o dia =). Ou seja, como ponto de passagem, aquilo não me parece assim uma desgraça tão grande. O problema surge quando pensamos nos Aliados como sala de estar… Aí sim, falta qualquer coisa, mas não me parece que seja meia dúzia de vasos que vá resolver a questão…
Comment by cristina — 14 Sep 2006 @ 8:39 am
Na minha modesta opinião, os autores da obra quiseram transformar a “sala de visitas” da cidade, com características cosmopolitas que o Porto jamais terá. A sua dimensão geográfica e populacional, transformam-na numa pequena cidade europeia - um burgo!
Por outro lado, a cidade representa também o seu povo e a sua cultura. É dum provincianismo bacoco tentar transformar o Porto naquilo que endógenamente jamais será.
Eu até aceitaria este novo visual se a Avenida fosse um espaço de estada e não de passagem, como tu mesmo o afirmas. É o que acontece com as grandes praças (os Aliados são uma grande praça e não uma avenida) das cidades europeias. Espaços com grande vida (restaurantes, comércio, espaços culturais, …) e não um interface de transportes ou uma via de transição, como é o caso. Para este uso, então é um monstruoso deserto de granito!
Não gosto e evito passar por lá. Talvez com o tempo isso passe.
Comment by Vítor Vieira Alves — 14 Sep 2006 @ 4:43 pm
Já viste as novas fotos no Cidade Surpreendente?… Do ponto de vista certo, além de não ser assim tão mau, aquilo até consegue ser bonito. E, se esperarmos que as árvores cresçam, se a seu tempo a amplitude do espaço for bem aproveitada, podemos ter ganho um novo espaço, um espaço mais cosmopolita - como dizes que a cidade nunca virá a ser - será que não?… Não sei se sim, se não, mas prefiro acreditar que sim, porque pensar que não já não adianta! É, isso com o tempo acaba por passar. =)
Comment by cristina — 21 Sep 2006 @ 8:51 am
Não achas que há muitos “se” no teu comentário?
Oxalá que sim, eu quero viver numa cidade onde me sinta bem, também, na sua nobre sala. Para já, está deserta, despovoada.
Talvez esteja nostálgico (coisas da idade), mas ver os velhos Aliados, deixa-me com muitas saudades.
Comment by Vieira Alves — 21 Sep 2006 @ 8:58 am