Incoativo










22 Sep 2006

A propósito do cinzentissimo …

O Carlos Romão, com o seu olhar de extraordinário talento e sentido da oportunidade, apresenta no seu blogue os Aliados "de agora" e "de antigamente".

Curiosamente, os novos Aliados até afastaram as pessoas. Não se vê viva alma!

Pobre Porto é este! 

Arquivado em: Porto

Finalmente … a causa do insucesso na Administração Pública!

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Arquivado em: Diversos

19 Sep 2006

Passei por aqui e recomendo (3)

Mérida - Extremadura - Espanha
 
 A imagem documenta uma intervenção pública no espaço municipal. Defronte ao Rio Guadiana decidiram erigir um edifício para albergar um conjunto (vasto) de serviços do governo local. Na fase de construção dos alicerces, foram detectados vestígios da presença romana (mais uma, das imensas existentes).

Pois os nossos fraternos vizinhos, ao invés de lamuriarem com o acréscimo de custos e da pouca importância dos vestígios, transladando-os para um qualquer museu municipal, decidiram "pousar" o edifício sobre altas colunas, permitindo, desta forma, a continuidade das pesquisas arqueológicas e abrindo o espaço a quem o queira visitar.

Dá gosto ver tratar, assim, o património!

Arquivado em: Porto, Férias

Passei por aqui e recomendo (2)

Cáceres - Extremadura - Espanha

Apesar do clima "infernal" (> 40º) e ao arrepio de um cronograma rigoroso, "descobrimos" esta bela cidade da Estremadura Espanhola.  O seu centro histórico  é  um monumento vivo à  memória  e  um testemunho louvável à preservação do património.

Ao sentimento de encanto e deslumbramento pela beleza do espaço e a harmoniosa estratégia na preservação do património, emerge uma vil inveja quando comparamos com a acção dos nossos queridos decisores (públicos e privados). Dir-se-á que eles foram "abençoados" pela febre construtora dos diversos ocupantes (romanos, visigodos, árabes, castelhanos), é certo!, no entanto, a atitude na preservação e ocupação dos centros históricos é louvável e deve servir de reflexão e de exemplo.

Fala-se do crescente  interesse das imobiliárias espanholas nos centros históricos portugueses. Ora a esse desafio só nos resta dizer: venham eles! Jamais suportaria ver a Sé transformada na Chinatown que se antevê.

Arquivado em: Porto, Férias

11 Sep 2006

Cinco anos depois ….

… a tragédia que abalou o sentimento de segurança vivido no mundo ocidental, continua por esclarecer. O óbvio que se proclama revela fragilidades, a reacção anglo-americana (e uns quantos em bicos de pés) revela-se desastrosa.

… o conhecimento do mundo e das suas realidades contraditórias já não pertence a uns quantos "iluminados" que  nos apregoam um mundo dicotómico de bem/mal, democracia/ditadura.

… caminhamos tragicamente para o caos ou para uma nova era, da qual, inquietantemente, desconhecemos os contornos e a matriz.

… os fundamentalismos religiosos devolvem-nos à idade do obscurantismo e da alienação. O individualismo tão caro ao neo-liberalismo instalado, transforma-nos em ilhas de sobrevivência e alarga o fosso da desigualdade nas oportunidades e na repartição dos recursos.

… o mundo está cada vez mais inseguro. Saberão os meus filhos dar-lhe a volta?

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Passei por aqui e recomendo (1)

Esta maravilha da natureza é denominada de Palmeira Imperial em homenagem à Imperatriz Isabel da Áustria ("Sissi"), que visitando o Huerto del Cura onde está plantada, nos idos de 1894, terá afirmado que "esta palmeira tem um poder e uma força digna de um império".

Esta palmeira é a estrela principal do  fabuloso jardim Huerto del Cura, onde é possível encontrar espécies de palmeiras de todo o mundo, bem assim como uma extraordinária colecção de cactus. Com cerca de 165 anos e 10 toneladas de peso, a sua especial característica reside no facto de, com cerca de 30 anos, terem brotado a 1,50 metros do tronco principal, 8 troncos que se alimentam deste.

A cidade de Elche (Comunidade Valenciana), situada a cerca de 25 km Sudoeste de Alicante,  é um extraordinário oásis na árida paisagem valenciana. Com cerca de 220.000 palmeiras, preservando o sistema de regadio implantado pelos árabes que ocuparam aquela região, é uma cidade que vale a pena visitar. Entre outros atributos, ostenta dois títulos de Património da HumanidadeO Palmeiral de Elche  e  O Mistério de Elche.


 

Arquivado em: Férias

10 Sep 2006

Mente !!!

Esta é das características transversais da humanidade. Todos, sem excepção, de uma forma compulsiva ou piedosa, são tocados pelo encanto aparente e salvador de uma “mentira”.

Sem qualquer juízo moralista ou moralizador (cada qual sabe de si e dos valores com que se veste) torna-se, no entanto, irritante se não mesmo revoltante, sermos aconselhados a utilizá-la para explicar ou justificar factos reais, que, de outra forma, não são aceites (justificados).

A este propósito, recebi, via e-mail, um texto fabuloso que partilho:

 O atestado médico

 

Imagine o meu caro que é professor, que é dia de exame do 12º ano e vai ter de fazer uma vigilância. Continue a imaginar. O despertador avariou durante a noite. Ou fica Preso no elevador. Ou o seu filho, já à porta do infantário, vomitou o quente, pastoso, húmido e fétido pequeno-almoço em cima da sua imaculada camisa. Teve, portanto, de faltar à vigilância. Tem falta.
Ora esta coisa de um professor ficar com faltas injustificadas é complicada, por isso convém justificá-la. A questão agora é: como justificá-la?
Passemos então à parte divertida. A única justificação para o facto deficar preso no elevador, do despertador avariar ou de não poder ir para uma sala do exame com a camisa vomitada, abandalhada e malcheirosa, é um atestado médico.
Qualquer pessoa com um pouco de bom senso percebe que quem precisa aqui do atestado médico será o despertador ou o elevador. Mas não. Só uma doença poderá justificar sua ausência na sala do exame. Vai ao médico. E, a partir este momento, a situação deixa de ser divertida para passar a ser hilariante.
Chega-se ao médico com o ar mais saudável deste mundo. Enfim, com o sorriso de Jorge Gabriel misturado com o ar rosado do Gabriel Alves e a felicidade do padre Melícias. A partir deste momento mágico, gera-se um fenómeno que só pode ser explicado através de noções básicas da psicopatologia da vida quotidiana. Os mesmos que explicam uma hipnose colectiva em Felgueiras, o holocausto nazi ou o sucesso da TVI.
O professor sabe que não está doente. O médico sabe que ele não está doente. O presidente do executivo sabe que ele não está doente. O director regional sabe que ele não está doente. O Ministério da Educação sabe que ele não está doente. O próprio legislador, que manda a um professor que fica preso no elevador apresentar um atestado médico, também sabe que o professor não está doente.
Ora, num país em que isto acontece, para além do despertador que não toca, do elevador parado e da camisa vomitada, é o próprio país que está doente. Um país assim, onde a mentira é legislada, só pode mesmo ser um país doente.
Vamos lá ver, a mentira em si não é patológica. Até pode ser racional, útil e eficaz em certas ocasiões. O que já será patológico é o desejo que temos de sermos enganados ou a capacidade para fingirmos que a mentira é verdade.
Lá nesse aspecto somos um bom exemplo do que dizia Goebbels: uma mentira várias vezes repetida transforma-se numa verdade. Já Aristóteles percebia uma coisa muito engraçada: quando vamos ao teatro, vamos com o desejo e uma predisposição para sermos enganados. Mas isso é normal. Sabemos bem, depois de termos chorado baba e ranho a ver o "ET", que este é um boneco e que temos de poupar a baba e o ranho para outras ocasiões.
O problema é que em Portugal a ficção se confunde com a realidade. Portugal é ele próprio uma produção fictícia, provavelmente mesmo desde D. Afonso Henriques, que Deus me perdoe. A começar pela política. Os nossos políticos são descaradamente mentirosos. Só que ninguém leva a mal porque já estamos habituados.
Aliás,em Portugal é-se penalizado por falar verdade, mesmo que seja por boas razões, o que significa que em Portugal não há boas razões para falar verdade. Se eu, num ambiente formal, disser a uma pessoa que tem uma nódoa na camisa, ela irá levar a mal. Fica ofendida se eu digo isso é para a ajudar, para que possa disfarçar a nódoa e não fazer má figura. Mas ela fica zangada comigo só porque eu vi a nódoa, sabe que eu sei que tem a nódoa e porque assumi perante ela que sei que tem a nódoa e que sei que ela sabe que eu sei.
Nós, portugueses, adoramos viver enganados, iludidos e achamos normal que assim seja. Por exemplo, lemos revistas sociais e ficamos derretidos (não falo do cérebro, mas de um plano emocional) ao vermos casais felicíssimos e com vidas de sonho. Pronto, sabemos que aquilo é tudo mentira, que muitos deles divorciam-se ao fim de três meses e que outros vivem um alcoolismo disfarçado. Mas adoramos fingir que aquilo é tudo verdade.
Somos pobres, mas vivemos como os alemães e os franceses.
Somos ignorantes e culturalmente miseráveis, mas somos doutores e engenheiros.
Fazemos malabarismos e contorcionismos financeiros, mas vamos passar férias a Fortaleza.
Fazemos estádios caríssimos para dois ou três jogos em 15 dias, temos auto-estradas modernas e europeias, mas para ver passar, a seu lado, entulho, lixo, mato por limpar, eucaliptos, floresta queimada, barracões com chapas de zinco, casas horríveis e fábricas desactivadas.
Portugal mente compulsivamente. Mente perante si próprio e mente perante o mundo.
Claro que não é um professor que falta à vigilância de um exame por ficar preso no elevador que precisa de um atestado médico. É Portugal que precisa, antes que comece a vomitar sobre si próprio.
José Ricardo Costa
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5 Sep 2006

Acabar com o cinzentíssimo

 

 Plaza Mayor - Cárceres - Espanha

Independentemente da sua dimensão, uma das sensações de bem-estar proporcionadas pelas praças e avenidas, para além da diversidade daqueles que as calcorreiam, está no multicolor que os elementos humanos e espaciais transmitem.

O "assassínio" perpetrado pela dupla Siza/Moura, com a bênção do inqualificável … (como é o seu nome) pode ser minorado com a simples colocação de elementos floridos, estrategicamente distribuídos ao longo da Avenida, conforme atenta a imagem supra.

 A cidade é dos cidadãos e Avenida do Aliados/Praça da Liberdade é a sala onde os cidadãos gostam de bem-estar!

Arquivado em: Porto

De regresso

Depois de uma lon…………..ga ausência, estou de volta!, com um reforço que me ajudará a qualificar este espaço de reflexão e a perspectivar outros rumos.

Aos(às) amigo(a)s que nos têm questionado acerca das causas do "silêncio", elas consubstanciam-se no escassear de reflexão relevante e oportuna.

Aproveitamos o regresso para mudar de "casa", alterar o visual  e instalarmo-nos no Irish Blogsome.  Contamos com a vossa opinião.

Arquivado em: Diversos














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